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Ciclone-bomba atinge São Paulo com ventos de até 100 km/h; aulas suspensas no litoral e capital em alerta

Ciclone-bomba com ventos acima de 134 km/h devastou o Rio Grande do Sul nesta sexta (7), deixando um morto e 290 mil sem energia. A tempestade avança para São Paulo e o Sudeste, com previsão de rajadas de até 100 km/h na capital e litoral.

Um fenômeno meteorológico raro e devastador atingiu o Sul do Brasil nesta sexta-feira. O ciclone-bomba, caracterizado pela rápida queda de pressão atmosférica e ventos extremos, causou destruição em mais de cem municípios do Rio Grande do Sul. Em Montenegro, um motociclista morreu ao ser atingido por uma árvore que caiu durante a tempestade.

Porto Alegre registrou destelhamentos em 32 imóveis, dois desabamentos e queda de sete árvores. A capital gaúcha enfrentou rajadas de 120,4 km/h, segundo dados da Defesa Civil. O temporal também afetou o abastecimento de água: a falta de energia na Estação de Tratamento de Água São João e em 12 estações de bombeamento pode deixar 45 bairros sem água.

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Muro do Presídio Regional de Pelotas foi derrubado durante o temporal. Ao menos cem cidades do Rio Grande do Sul relataram danos estruturais. Foto: Eduardo Rodrigues/Agência Pixel Press

Em Pelotas, os ventos alcançaram 90 km/h, causando o destelhamento de 200 imóveis e deixando a população sem água e energia. Parte do muro do presídio regional desabou. A cidade registrou 30 mm de chuva em poucos minutos, com árvores caindo em diversos pontos.

Segundo a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, 1.802 pessoas estão desalojadas, principalmente em Novo Hamburgo, São Leopoldo, Sapiranga, Nova Hartz, Portão e Eldorado do Sul. Até a manhã desta sexta, havia registro de cinco feridos.

O ciclone chega a São Paulo

A tempestade avança para o Sudeste. Em Santos, no litoral sul paulista, os ventos já atingiram 109 km/h na madrugada desta sexta. A travessia da balsa entre Ilhabela e São Sebastião foi paralisada em alguns momentos. A navegação no Porto de Santos foi suspensa às 6h45, mas retomada às 8h20 com a melhora das condições.

As prefeituras de Ubatuba, Caraguatatuba e São Sebastião, no litoral norte, suspenderam as aulas da rede municipal como medida preventiva. Há alerta para que as pessoas evitem entrar no mar ou andar de barco, com previsão de ondas de até três metros.

A capital paulista e a região metropolitana devem registrar pancadas de chuva com rajadas de vento moderadas a fortes entre o fim da tarde e a noite desta sexta. A Defesa Civil do Estado de São Paulo instalou um gabinete de crise para monitorar os efeitos do ciclone.

Impacto no Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, o governo do estado decretou ponto facultativo a partir das 13h desta sexta. Moradores receberam alerta nos celulares recomendando que antecipem o retorno para casa. As aulas na rede pública foram canceladas e parques públicos municipais foram fechados a partir do meio-dia.

O transporte público foi reorganizado: a Mobi-Rio (BRT), MetrôRio e TrensRJ anteciparam o horário de pico para as 13h. O município entrou em Estágio 3, o terceiro nível de uma escala de cinco, indicando que uma ou mais ocorrências já impactam a rotina da população.

Destaques do Conhecimento

  • Ciclone-bomba deixou 290 mil endereços sem energia elétrica no Rio Grande do Sul até a manhã desta sexta
  • Ventos acima de 134 km/h causaram destruição em mais de cem municípios gaúchos, com 1.802 pessoas desalojadas
  • Tempestade avança para São Paulo e Rio de Janeiro com previsão de rajadas de até 100 km/h na capital paulista
  • Aulas foram suspensas no litoral paulista e no Rio de Janeiro como medida preventiva
  • Ciclone-bomba se forma no encontro de duas massas de ar com temperaturas diferentes, causando queda rápida de pressão atmosférica

Fonte original: Folha de S.Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online