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Ex-presidente do BRB é preso em operação que investiga esquema de R$ 21,9 bilhões

A Polícia Federal prendeu Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília, em nova fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura irregularidades em operações com o Banco Master que movimentaram R$ 21,9 bilhões, com indícios de falta de lastro e possível esquema para sustentar a instituição financeira.A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (16 de abril) uma nova fase da Operação Compliance Zero, prendendo Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). A ação cumpre sete mandados e investiga suspeitas de falhas graves em práticas de governança corporativa e realização de negócios sem garantias financeiras adequadas.

Segundo a investigação, entre 2024 e 2025, aproximadamente 83% das operações do BRB envolveram ativos ligados ao Banco Master. O banco público adquiriu R$ 21,9 bilhões em carteiras dessa instituição, sendo que cerca de R$ 13,3 bilhões apresentam indícios de problemas estruturais, ausência de lastro, inconsistências documentais e possíveis contratos inadimplentes.

Uma auditoria independente conduzida pelo escritório Machado Meyer, com apoio da consultoria Kroll, consolidou as suspeitas. O relatório aponta que as compras de carteiras do Banco Master eram tratadas internamente como “negócio do presidente” e realizadas sob forte pressão e urgência. As operações eram fragmentadas para evitar análise do Conselho de Administração, com aquisições bilionárias sendo decididas e avaliadas no mesmo dia.

A investigação identificou anotações indicando que as compras teriam sido determinadas para dar suporte financeiro ao Banco Master, que supostamente não possuía recursos suficientes para honrar títulos emitidos no mercado. O banco teria adquirido papéis da Tirreno Consultoria sem pagamento e posteriormente repassado esses ativos ao BRB.

Paulo Henrique Costa já havia sido afastado do cargo por decisão da Justiça em novembro de 2025, após a primeira etapa da investigação, e posteriormente demitido pelo então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Em depoimento à Polícia Federal em dezembro de 2025, Costa afirmou que não havia “evidência concreta” de problemas nas carteiras adquiridas, argumentando que a governança do BRB é colegiada.

Outro foco da investigação envolve operações societárias que permitiram a entrada de Daniel Vorcaro e seus associados como acionistas do BRB. Em 2024, o banco realizou dois aumentos de capital, somando R$ 1 bilhão. A auditoria aponta indícios de uma “operação triangulada e com elementos suspeitos de simulação” para viabilizar essas aquisições, permitindo participação indireta de fundos ligados ao Banco Master.

Destaques da Matéria

  • Polícia Federal prende ex-presidente do BRB em nova fase da Operação Compliance Zero que cumpre sete mandados
  • Investigação apura R$ 21,9 bilhões em operações com Banco Master, sendo R$ 13,3 bilhões com indícios de irregularidades e falta de lastro
  • Auditoria independente confirma que operações eram fragmentadas para evitar análise do Conselho e decididas sob pressão no mesmo dia

Conteúdo original: Brasil 247 | Adaptação e Curadoria: Equipe Perus Online