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Greve Nacional de Motoristas e Entregadores Ameaça Votação do PLP 152 em Brasília

Greve Nacional de Motoristas e Entregadores Ameaça Votação do PLP 152 em Brasília

A semana que se inicia marca um ponto crítico para a regulamentação do trabalho por aplicativos no Brasil. Motoristas e entregadores convocaram uma mobilização conjunta para terça-feira, exatamente quando a Câmara dos Deputados pretende votar o Projeto de Lei Complementar 152. A pressão dos trabalhadores, que organizam caravanas em diversos estados rumo à capital federal, coloca em xeque a aprovação do texto ainda em 2026.

O novo relatório do deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE) desencadeou uma reação em cadeia contra o projeto. Lideranças sindicais, o governo federal e até deputados da oposição se posicionaram contrários à proposta. Em São Paulo, região que concentra grande parte dos entregadores e motoristas de aplicativos, a mobilização ganha força com protestos organizados nas principais plataformas digitais.

A principal discordância centra-se na remuneração. O texto não prevê tarifa mínima para motoristas, apenas limitando descontos a 30% semanais. Para entregadores, propõe R$ 8,50 por corrida de até 4 km — valor que fica aquém dos R$ 10 reivindicados desde 2025. Lideranças do Breque Nacional dos Entregadores argumentam que as plataformas possuem margem para absorver esses custos sem repassá-los ao consumidor.

O ministro Guilherme Boulos explicou o recuo do governo: “Houve um lobby das plataformas para garantir seus interesses”. A mudança de posição governamental reduz significativamente as chances de aprovação rápida do projeto, especialmente em ano eleitoral.

Destaques do Conhecimento

  • Greve nacional convocada para terça-feira coincide com votação do PLP 152 na Câmara
  • Novo relatório não prevê tarifa mínima para motoristas, apenas limite de 30% em descontos semanais
  • Entregadores reivindicam R$ 10 por corrida de até 4 km; proposta oferece R$ 8,50
  • Governo federal retirou apoio ao projeto após pressão de trabalhadores
  • Deputados da oposição também se posicionam contra o texto atual
  • Plataformas defendem aprovação, citando inclusão previdenciária de R$ 500 milhões anuais
  • Texto classifica apps como “empresas de tecnologia” e trabalhadores como “autônomos plataformizados”
  • Mobilização de motoristas e entregadores de São Paulo e Perus integra movimento nacional

Conteúdo adaptado e reescrito para Perus Online. Fonte original: UOL Economia – Carlos Juliano Barros. Publicação: 13 de abril de 2026.

Alt Text da Imagem: Entregadores por aplicativos em protesto na região central de São Paulo contra regulamentação desfavorável do PLP 152