**Reviravolta no Congresso: Oposição bolsonarista assume comando da CPMI do INSS**
Governo, Hugo Motta e Alcolumbre saem derrotados na disputa pelo controle da comissão
20/08/2025 | 14h05
**Por Cleber Lourenço**
A instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS nesta semana terminou em revés político para o Palácio do Planalto e para os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A oposição, com forte presença bolsonarista, conquistou tanto a presidência quanto a relatoria do colegiado.
O senador Carlos Viana (Podemos-MG) foi eleito presidente com 17 votos, superando o nome articulado pelo governo, Omar Aziz (PSD-AM). Logo após assumir, Viana indicou como relator o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), ligado à oposição, rompendo o acordo construído previamente por Alcolumbre e Motta que previa Ricardo Ayres (Republicanos-TO) no posto.
A derrota é simbólica porque, ao mesmo tempo, enfraquece o governo e fragiliza seus principais articuladores no Congresso. Tanto Alcolumbre quanto Motta haviam indicado os nomes para os cargos centrais da comissão, mas acabaram sem controle de nenhuma das funções.
No caso de Hugo Motta, a perda é ainda mais delicada. A sucessão de episódios que expõem sua dificuldade em conduzir votações no plenário e em articulações de bastidor reforça a percepção de desgaste de sua liderança. Deputados de oposição lembraram, durante a sessão, que o relator escolhido por Motta sequer teve sua candidatura consolidada.
## Oposição também obteve relatoria
A vitória da oposição também se explica pela desorganização da base governista. Deputados e senadores aliados do governo se atrasaram ou simplesmente não votaram, abrindo espaço para que os oposicionistas dominassem a eleição. Entre os titulares que não registraram voto estão Renan Calheiros (MDB-AL), Otto Alencar (PSD-BA), Chico Rodrigues (PSB-RR, impedido de votar), Rafael Brito (MDB-AL), Mário Heringer (PDT-MG) e Bruno Farias (PSD-AP).
Parlamentares da base reconhecem que a ausência desses votos foi determinante para o resultado, que deu à oposição a presidência e também a relatoria, posição considerada estratégica por definir o plano de trabalho, convocações e direcionamento da investigação.
A oposição bolsonarista passa a controlar os rumos da CPMI que investigará fraudes no INSS. A articulação governista, ao perder a disputa em bloco, enfrenta um desgaste duplo: no campo político, pela derrota diante da oposição, e internamente, pela exposição da fragilidade de seus principais líderes no Congresso.
Governo, Hugo Motta e Alcolumbre saem derrotados na disputa pelo controle da comissão
20/08/2025 | 14h05
**Por Cleber Lourenço**
A instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS nesta semana terminou em revés político para o Palácio do Planalto e para os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A oposição, com forte presença bolsonarista, conquistou tanto a presidência quanto a relatoria do colegiado.
O senador Carlos Viana (Podemos-MG) foi eleito presidente com 17 votos, superando o nome articulado pelo governo, Omar Aziz (PSD-AM). Logo após assumir, Viana indicou como relator o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), ligado à oposição, rompendo o acordo construído previamente por Alcolumbre e Motta que previa Ricardo Ayres (Republicanos-TO) no posto.
A derrota é simbólica porque, ao mesmo tempo, enfraquece o governo e fragiliza seus principais articuladores no Congresso. Tanto Alcolumbre quanto Motta haviam indicado os nomes para os cargos centrais da comissão, mas acabaram sem controle de nenhuma das funções.
No caso de Hugo Motta, a perda é ainda mais delicada. A sucessão de episódios que expõem sua dificuldade em conduzir votações no plenário e em articulações de bastidor reforça a percepção de desgaste de sua liderança. Deputados de oposição lembraram, durante a sessão, que o relator escolhido por Motta sequer teve sua candidatura consolidada.
## Oposição também obteve relatoria
A vitória da oposição também se explica pela desorganização da base governista. Deputados e senadores aliados do governo se atrasaram ou simplesmente não votaram, abrindo espaço para que os oposicionistas dominassem a eleição. Entre os titulares que não registraram voto estão Renan Calheiros (MDB-AL), Otto Alencar (PSD-BA), Chico Rodrigues (PSB-RR, impedido de votar), Rafael Brito (MDB-AL), Mário Heringer (PDT-MG) e Bruno Farias (PSD-AP).
Parlamentares da base reconhecem que a ausência desses votos foi determinante para o resultado, que deu à oposição a presidência e também a relatoria, posição considerada estratégica por definir o plano de trabalho, convocações e direcionamento da investigação.
A oposição bolsonarista passa a controlar os rumos da CPMI que investigará fraudes no INSS. A articulação governista, ao perder a disputa em bloco, enfrenta um desgaste duplo: no campo político, pela derrota diante da oposição, e internamente, pela exposição da fragilidade de seus principais líderes no Congresso.








































