O governo trabalha com a expectativa de que o presidente da Câmara, Hugo Motta, mantenha o texto aprovado pelo Senado do chamado PL Antifacção, promovendo apenas ajustes pontuais antes da votação em plenário prevista para essa terça-feira (24).
A avaliação, segundo integrantes da articulação política, é de que há ambiente para evitar mudanças estruturais na proposta e preservar o acordo construído no Senado. A estratégia é impedir que o projeto volte àquela Casa e atrase a conclusão da tramitação.
Nesta terça-feira (24), após incluir o projeto na ordem do dia, Motta convocou uma reunião de líderes para as 17h. O encontro foi chamado de última hora e deve tratar especificamente do PL Antifacção, além de outros encaminhamentos da semana legislativa.
A movimentação foi interpretada como sinal de que a presidência da Câmara busca consolidar um entendimento mínimo antes de levar o texto à votação. O projeto tramita em regime de urgência e pode ser apreciado diretamente pelo plenário.
Nos bastidores, o governo avalia que alterações profundas poderiam reabrir disputas entre Câmara e Senado, especialmente nos pontos relacionados ao endurecimento de penas e aos mecanismos de enfrentamento às organizações criminosas. Além de abrir margem para um novo veto do presidente.
Motta está muito preocupado em entregar pautas positivas após ser criticado por ser um parlamentar distante e desconectado das demandas da sociedade.
Na segunda-feira (23), o relator da matéria na Câmara, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), teve uma reunião de aproximadamente duas horas com o ministro da Justiça. O encontro serviu para alinhar expectativas e discutir possíveis ajustes no relatório.
O governo considera o projeto prioritário na pauta de segurança pública e resiste à ideia de uma nova rodada de modificações substanciais. A reunião de líderes desta tarde deve indicar se há consenso para votação ainda hoje ou se o tema será empurrado para os próximos dias.








































