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quarta-feira 11 março 2026 | 02:08

O “Rombo” de US$ 12 Bilhões: Como o Desemprego da Geração Z Está Travando a Economia

Python
import matplotlib.pyplot as pltimport pandas as pdimport seaborn as sns # Set the style sns.set_theme(style=”whitegrid”) plt.rcParams[‘font.family’] = ‘sans-serif’ # Data for Graph 1: Unemployment Rates by Age Group (2025 Estimates from text) data_unemployment = { ‘Grupo’: [‘Geral (EUA)’, ‘Jovens (19-24 anos)’, ‘Adolescentes (16-19 anos)’], ‘Taxa de Desemprego (%)’: [4, 9, 14] } df_unemp = pd.DataFrame(data_unemployment) # Data for Graph 2: Historical Parallel – Millennials Living with Parents (Great Recession) data_millennials = { ‘Período’: [‘Pré-Recessão’, ‘Pico da Recessão’], ‘Jovens (22-28) Morando com Pais (%)’: [27, 32] } df_mill = pd.DataFrame(data_millennials) # Create Subplots fig, axes = plt.subplots(1, 2, figsize=(14, 6)) # Plot 1: Unemployment sns.barplot(x=’Grupo’, y=’Taxa de Desemprego (%)’, data=df_unemp, ax=axes[0], palette=”Reds”) axes[0].set_title(‘Disparidade no Desemprego (EUA 2025)’, fontsize=14, fontweight=’bold’) axes[0].set_ylabel(‘Taxa de Desemprego (%)’) axes[0].set_xlabel(”) axes[0].bar_label(axes[0].containers[0], fmt=’%.0f%%’, fontsize=12, padding=3) axes[0].set_ylim(0, 16) # Plot 2: Millennial Historical Context sns.barplot(x=’Período’, y=’Jovens (22-28) Morando com Pais (%)’, data=df_mill, ax=axes[1], palette=”Blues”) axes[1].set_title(‘Paralelo Histórico: Millennials na Grande Recessão’, fontsize=14, fontweight=’bold’) axes[1].set_ylabel(‘% Morando com os Pais’) axes[1].set_xlabel(”) axes[1].bar_label(axes[1].containers[0], fmt=’%.0f%%’, fontsize=12, padding=3) axes[1].set_ylim(0, 40) # Add source footnote plt.figtext(0.5, -0.05, ‘Fonte: Dados extraídos do relatório da Oxford Economics citados pela InfoMoney/Fortune’, wrap=True, horizontalalignment=’center’, fontsize=10, style=’italic’)
plt.tight_layout() plt.savefig(‘geracao_z_economia_graficos.png’, bbox_inches=’tight’)
[image: fa899798-3caf-4e31-8d21-3a2386d6ac17.png]
*Um novo relatório da Oxford Economics revela um ciclo vicioso: jovens sem emprego não saem da casa dos pais, gastam menos e retiram bilhões de dólares do ciclo de consumo global.*
Enquanto o mercado financeiro debate taxas de juros e inflação, uma bomba-relógio demográfica está impactando silenciosamente a economia global. A Geração Z (nascidos entre meados dos anos 90 e 2010) enfrenta um mercado de trabalho “congelado” que está forçando milhões a adiar a vida adulta, resultando em uma perda estimada de *US$ 12 bilhões (aproximadamente R$ 60 bilhões)* por ano em consumo perdido.
O diagnóstico vem de um estudo recente da *Oxford Economics*, que aponta que a combinação de moradia cara, salários estagnados para iniciantes e baixas contratações está criando “cicatrizes de longo prazo” nos trabalhadores mais jovens.
O Mercado de Trabalho: Porta Fechada
O grande vilão apontado pelo estudo é a estagnação das contratações. A taxa de contratação nos EUA caiu para *3,2%*, um nível historicamente baixo, comparável apenas aos piores momentos da pandemia de Covid-19.
Para quem já está empregado, o mercado está seguro. Mas para quem tenta entrar — especificamente a Geração Z —, a porta está fechada. Os dados mostram uma disparidade cruel:

*Média Geral de Desemprego:* Cerca de 4%. –
*Jovens (19-24 anos):* Taxa de 9% (mais que o dobro da média). –
*Adolescentes (16-19 anos):* Taxa alarmante de 14%.
Como explica a economista Grace Zwemmer, autora do estudo: *”Quando as condições do mercado pioram, os jovens são geralmente os primeiros a serem dispensados e os últimos a serem contratados.”* Além disso, a falta de mobilidade (trocar de emprego para ganhar mais) está impedindo o crescimento salarial que as gerações anteriores desfrutaram no início de carreira.
O Efeito “Morar com os Pais”
Sem renda estável, a independência financeira tornou-se um sonho distante. O estudo estima que hoje existam *1 milhão de jovens adultos (22-28 anos) a mais morando com os pais* do que antes da pandemia.
Esse fenômeno cria o “rombo” de consumo citado no relatório. Jovens que moram com os pais deixam de gastar com:
1.
Aluguel e Mobília; 2.
Serviços domésticos e utilidades; 3.
Alimentação fora de casa e transporte individual.
É essa retração forçada de gastos que retira US$ 12 bilhões de circulação na economia anualmente.
Uma Luz no Fim do Túnel? O Exemplo Millennial
Apesar do pessimismo atual, o relatório oferece um comparativo histórico que pode trazer esperança. A geração anterior, os Millennials, enfrentou um cenário similar durante a Grande Recessão (2007-2009).
Naquela época, a porcentagem de jovens (22-28 anos) morando com os pais saltou de *27% para 32%*. Foi um período difícil, mas não permanente. Hoje, em 2025, cerca de *55% dos Millennials já possuem casa própria*, contrariando as previsões de que seriam uma geração de eternos inquilinos.
O recado final é de cautela: a Geração Z está, de fato, mais pessimista e cautelosa com o dinheiro, o que é uma reação racional a um mercado de trabalho hostil. A recuperação desse “rombo” no consumo dependerá diretamente de quando as empresas voltarão a abrir as portas para a mão de obra júnior. *Fontes* 1. www.infomoney.com.br/business/global/desempregada-e-morando-com-os-pais-geracao-z-causa-rombo-de-us-12-bi-no-consumo/