# Motta tenta retomar controle da pauta
Nos bastidores, aliados de Motta afirmam que ele se assustou com a reação em cadeia uma vez que a PF divulgou nota pública demonstrando preocupação com as mudanças, o Ministério da Justiça fez chegar ao Congresso que considerava o texto inconstitucional e a imprensa nacional consolidou o apelido de “PL das Milícias”.
O episódio virou um problema político de grandes proporções e obrigou Motta a agir para preservar sua própria imagem.
“Queremos, até o final do dia, uma proposta mais apurada para apresentar à sociedade e que possa caminhar bem tanto na Câmara quanto no Senado”, reiterou Motta, reforçando a expectativa de ajustes.
A declaração, na prática, adia a votação e abre espaço para que o governo e a PF redesenhem os trechos mais problemáticos. O objetivo é evitar uma derrota em plenário e reduzir o impacto da crise criada por Derrite.
A leitura dentro da Câmara é de que Motta tenta agora reassumir o controle político da pauta e apagar o incêndio causado por sua própria escolha de relator. O presidente, que apostava em um projeto de endurecimento penal para agradar parte da base conservadora, se viu obrigado a mudar de rota após o tema se tornar munição contra ele. Sua fala pública — marcada por expressões como “inegociável” e “apurar o texto” — funciona como um sinal de alerta de que o Planalto entrou no circuito e a proposta será reescrita.
O episódio mostra a dificuldade do Congresso em lidar com pautas de segurança sem respaldo técnico e mostra que, ao tentar enfrentar o crime organizado no discurso, a Câmara acabou abrindo uma crise institucional.
Ao fim, o PL Antifacção virou o retrato de um erro político: uma tentativa de endurecimento que se transformou em constrangimento. Motta tenta agora reorganizar o jogo e recuperar o controle de uma pauta que, nas últimas 48 horas, deixou de estar sob seu comando.
Nos bastidores, aliados de Motta afirmam que ele se assustou com a reação em cadeia uma vez que a PF divulgou nota pública demonstrando preocupação com as mudanças, o Ministério da Justiça fez chegar ao Congresso que considerava o texto inconstitucional e a imprensa nacional consolidou o apelido de “PL das Milícias”.
O episódio virou um problema político de grandes proporções e obrigou Motta a agir para preservar sua própria imagem.
“Queremos, até o final do dia, uma proposta mais apurada para apresentar à sociedade e que possa caminhar bem tanto na Câmara quanto no Senado”, reiterou Motta, reforçando a expectativa de ajustes.
A declaração, na prática, adia a votação e abre espaço para que o governo e a PF redesenhem os trechos mais problemáticos. O objetivo é evitar uma derrota em plenário e reduzir o impacto da crise criada por Derrite.
A leitura dentro da Câmara é de que Motta tenta agora reassumir o controle político da pauta e apagar o incêndio causado por sua própria escolha de relator. O presidente, que apostava em um projeto de endurecimento penal para agradar parte da base conservadora, se viu obrigado a mudar de rota após o tema se tornar munição contra ele. Sua fala pública — marcada por expressões como “inegociável” e “apurar o texto” — funciona como um sinal de alerta de que o Planalto entrou no circuito e a proposta será reescrita.
O episódio mostra a dificuldade do Congresso em lidar com pautas de segurança sem respaldo técnico e mostra que, ao tentar enfrentar o crime organizado no discurso, a Câmara acabou abrindo uma crise institucional.
Ao fim, o PL Antifacção virou o retrato de um erro político: uma tentativa de endurecimento que se transformou em constrangimento. Motta tenta agora reorganizar o jogo e recuperar o controle de uma pauta que, nas últimas 48 horas, deixou de estar sob seu comando.








































