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Bolsonaristas que fizeram motim falam em vitória e anunciam suposto acordo para votar anistia

Após quase 30 horas de ocupação da Mesa Diretora, a ofensiva bolsonarista para pressionar a Câmara dos Deputados a votar a anistia aos golpistas do 8 de Janeiro e outras pautas de seu interesse parece ter sido vencedora. É o que anuncia o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), que afirmou ter obtido uma “grande vitória” com um suposto acordo para pautar a proposta já na próxima semana.
“Temos uma vitória aqui hoje. Foi feito um acordo conosco para a semana que vem já começar a pautar. Acabar com o foro privilegiado, começar a defender as prerrogativas do Congresso Nacional, dos parlamentares perante o STF e a anistia. Então, é uma grande vitória. Na semana que vem vamos cobrar”, declarou Ramagem.
Também o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) afirmou que Hugo Motta teria se comprometido informalmente a pautar os projetos de anistia e fim do foro privilegiado na próxima semana, mas admitiu que não houve acordo assinado ou compromisso formal com lideranças da base ou da oposição.
“Hugo disse que teria condição de pautar [a anistia] se não houvesse obstrução. Nós [da oposição] garantimos que não faríamos. Ele se comprometeu”, disse Sóstenes.
Já interlocutores de Hugo Motta negaram qualquer compromisso com os opositores.
Até o momento, o presidente Hugo Motta não confirmou nenhuma das informações dadas pelos bolsonaristas. O episódio, segundo avaliação reservada de parlamentares da base, reforça a fragilidade do presidente da Câmara, que tem evitado embates diretos e buscado se equilibrar entre as pressões da oposição e a cobrança da base governista.
A base bolsonarista tenta, assim, consolidar um discurso político de que suas ações pressionaram a presidência da Câmara a atender às suas pautas — especialmente após a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. Ramagem e aliados ainda exigem retaliações contra o Supremo Tribunal Federal e reforço às “prerrogativas” dos parlamentares.
A suposta vitória anunciada também inclui a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue o foro privilegiado, relatada por Marcos Rogério (PL-RO) no Senado e que aguarda votação desde 2017. A ideia é retomar esse debate para pressionar ministros do STF e apresentar o gesto como enfrentamento institucional.
Líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias desmente que tenha sido feito acordo para votar projeto de anistia. “Participei do colégio de líderes, de todas as negociações. Nós não vamos votar anistia. Isso está fora. Eles falam isso aqui porque estão tentando criar uma justificativa para a base deles porque tiveram que recuar”, afirma Lindbergh. “Não dá para passar a mão na cabeça de quem fez isso. Esse pessoal que ocupou à força, que impediu a realização dos trabalhos na Câmara e no Senado vai ter que ir para o Conselho de Ética”.
Fonte: iclnoticias.com.br/bolsonaristas-que-fizeram-motim-falam-em-vitoria-e-anunciam-suposto-acordo-para-votar-anistia/