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Hugo Motta tenta conter crise sobre PL Antifacção apelidado de ‘PL das Milícias’ Presidente da Câmara tenta conter desgaste e sinaliza ajustes no texto de Derrite após reação da PF e do Ministério da Justiça 11/11/2025 | 15h05 **Por Cleber Lourenço** O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tentou nesta terça-feira (11) conter o desgaste causado pela repercussão negativa do relatório do deputado Guilherme Derrite (PL-SP) sobre o chamado PL Antifacção — apelidado nos bastidores de “PL das Milícias”. O texto, apresentado com seu aval, foi criticado por enfraquecer a Polícia Federal, retirar sua competência para investigar crimes de terrorismo e ampliar o poder das polícias estaduais, vistas como mais suscetíveis à influência política e miliciana. Antes da reunião do colégio de líderes, Motta tentou, em conversa com jornalistas, afastar a ideia de que o Congresso pretende esvaziar a PF. “A Câmara não permitirá, em nenhum momento, que a Polícia Federal perca suas prerrogativas. Isso é inegociável”, afirmou. “O relator já conversou com o diretor-geral da PF, e o ministro Ricardo Lewandowski deve apresentar sugestões de aperfeiçoamento ainda hoje. Queremos um texto mais apurado e que caminhe bem na Câmara e no Senado, até chegar à sanção”, completou. Motta sustentou ainda que o Parlamento não aprovará medidas que coloquem em risco a soberania nacional. “Não permitiremos que nenhuma proposta coloque em risco a soberania. Queremos endurecer as penas, mas sem ameaçar a integridade das nossas instituições”, disse. O tom mais cuidadoso é visto como uma tentativa de distanciar-se da condução desastrosa do relator e de neutralizar a imagem de que a Câmara estaria produzindo uma legislação de conveniência para milícias e facções.

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Trump promete pagamento de US$ 2 mil a americanos para compensar tarifaço Em outra frente, Senado dos EUA chega a acordo para acabar com a paralisação mais longeva do governo 10/11/2025 | 08h09 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no domingo (9) que o governo pagará US$ 2 mil (cerca de R$ 10,6 mil) a cada cidadão americano, com exceção dos de alta renda, como compensação pelos impactos das tarifas impostas a produtos estrangeiros. O anúncio foi feito em uma publicação na rede social Truth Social, onde Trump defendeu sua política tarifária e classificou seus críticos como “tolos”. “As pessoas que são contra as tarifas são TOLAS! Agora somos o país mais rico e mais respeitado do mundo, com quase nenhuma inflação e um mercado de ações em nível recorde. Os 401(k) estão no nível mais alto da história. Estamos arrecadando trilhões de dólares e em breve começaremos a pagar nossa ENORME DÍVIDA, de US$ 37 trilhões. Há investimento recorde nos Estados Unidos, com fábricas e plantas sendo construídas por toda parte. Um dividendo de pelo menos US$ 2.000 por pessoa (excluindo pessoas de alta renda!) será pago a todos”, escreveu o presidente. A medida, de forte apelo populista, ocorre em um momento de pressão política e econômica. Na última semana, juízes da Suprema Corte dos EUA questionaram a legalidade das tarifas aplicadas por Trump, que baseou suas ações em uma lei de 1977 destinada a situações emergenciais. Magistrados conservadores e liberais demonstraram dúvidas sobre se o presidente teria extrapolado suas atribuições, invadindo prerrogativas do Congresso.

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