Irã diz que não negocia e país tem 555 mortos; países do Golfo são atacados e alertam para risco de desestabilização global
A guerra no Oriente Médio se amplia, com ataques de Israel contra o Hezbollah no Líbano, e uma ofensiva por parte do Irã em toda a região, inclusive com a derrubada de jatos dos EUA.
Teerã ainda anunciou que sua operação teve como alvo o escritório de Benjamin Netanyahu, em Israel, assim como locais dos comandantes do país. Tel Aviv não prestou qualquer esclarecimento sobre esse suposto ataque.
Horas depois, Netanyahu anunciou uma nova onda de disparos de mísseis contra Teerã e explicou que o “coração” da capital teria sido o alvo da operação.
A intensificação do conflito ocorre depois de o governo iraniano ter desmentido a versão de Donald Trump de que as novas autoridades em Teerã teriam tentado negociar uma saída diplomática para a crise.
Segundo o Crescente Vermelho, 555 pessoas morreram no Irã desde que EUA e Israel iniciaram seus ataques, no sábado.
A crise fez o preço do petróleo explodir, obrigou empresas aéreas a cancelar mais de 1,2 mil voos pelo Oriente Médio e colocou o mundo em tensão. Pela primeira vez, locais de produção de petróleo parecem ter sido colocados na lista de alvos da retaliação iraniana – tanto no Catar como na Arábia Saudita -, além de aeroportos, hotéis de luxo e outros ativos americanos na região.
Diplomatas apontam que uma das interpretações é de que o Irã está mandando uma mensagem aos países do Golfo de que o custo de uma aliança com os EUA será elevada. Por anos, eles mantiveram uma imagem de locais seguros. Mas as bombas nos últimos dias colocaram essa premissa em questão.
Num comunicado conjunto, governos do Golfo e os EUA se uniram para alertar sobre a ofensiva de Teerã. Segundo eles, as ações do Irã na região representam uma “escalada perigosa”, que ameaça a estabilidade no Oriente Médio.
Fonte: ICL Notícias iclnoticias.com.br/guerra-se-amplia-mata-31-no-libano-e-ira-diz-que-nao-negociara/








































