A 11 dias do pleito, a Justiça Eleitoral de São Paulo inicia o processo de preparação das urnas eletrônicas. Mais de 114 mil equipamentos serão configurados em todo o estado, com 28 mil apenas na capital.

Nesta quarta-feira (23), começou a inclusão das informações de todos os candidatos nas máquinas de votação. O processo envolve a inserção de números, fotos e cargos de cada concorrente através de dispositivos eletrônicos desenvolvidos especificamente pela Justiça Eleitoral, que não se conectam a equipamentos externos.

A segurança é prioridade máxima. Cada etapa de geração de mídias, carga e lacração ocorre em cerimônia pública, permitindo acompanhamento de entidades fiscalizadoras e da sociedade civil. Após receberem as informações dos candidatos, as urnas são seladas com lacres especiais produzidos pela Casa da Moeda — a mesma instituição que fabrica o dinheiro em circulação no Brasil.

Esses lacres possuem proteção física e química, mudando de cor caso sejam violados. Depois de pronta, cada urna recebe a assinatura de um juiz eleitoral e fica armazenada até o dia da votação. Além da proteção física, há também proteção eletrônica contra tentativas de invasão.

“Há toda uma cadeia de segurança, desde o desenvolvimento dos aplicativos e programas da Justiça Eleitoral até o dia da votação. Existem diversos mecanismos de proteção e, se algum deles não for validado, o procedimento é interrompido e não segue adiante”, explica Erick Viana, chefe do cartório da 1ª Zona Eleitoral.

A história das urnas eletrônicas no Brasil

Em 1994, na última eleição geral antes da estreia da urna eletrônica, o voto ainda era em papel e a apuração era feita manualmente. Naquele pleito, a Justiça Eleitoral identificou fraudes tanto na votação quanto na apuração no Rio de Janeiro, com casos de cédulas já preenchidas dentro das urnas e votos transferidos de um candidato para outro durante a contabilização.

A apuração se arrastou por semanas. No Rio de Janeiro, as eleições para deputado federal e deputado estadual foram anuladas e tiveram de ser refeitas. Os problemas de 1994 aceleraram o projeto que levaria à implantação da urna eletrônica.

Ao longo de 30 anos, essa máquina tem sido uma das principais aliadas da democracia brasileira. Um detalhe importante: nunca houve fraude comprovada nos votos registrados por ela. “A urna eletrônica é extremamente segura. Até hoje, não há nenhum caso comprovado de fraude ou violação”, reforça Erick.

Como será a votação em 2026

No pleito deste ano, o eleitor em São Paulo poderá escolher entre mais de 2.600 candidatos. Desse total, 67% são homens e 33% são mulheres. Entre os concorrentes, 68% se declararam brancos, 19% pardos, 11,5% pretos, 1% amarelos e 0,5% indígenas.

Serão seis votos no total. Primeiro, o eleitor vota para deputado federal (quatro dígitos). Em seguida, escolhe o deputado estadual (cinco dígitos). Na sequência, aparece a tela para o primeiro voto ao Senado (três dígitos).

Depois, o eleitor vota novamente para senador, mas não pode repetir o voto anterior — deve escolher outro candidato. O quinto voto é para governador do estado (dois dígitos). Por fim, todos votam para presidente da República (também com dois dígitos).

Destaques do Conhecimento

  • Mais de 114 mil urnas eletrônicas serão preparadas em São Paulo, com 28 mil apenas na capital
  • Cada urna recebe lacre especial da Casa da Moeda com proteção física, química e eletrônica contra violações
  • Em 30 anos de uso, nunca houve fraude comprovada nos votos registrados pela urna eletrônica
  • O eleitor paulista terá 2.600 candidatos para escolher em seis votos diferentes

Fonte original: G1 São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online

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