Exército vê risco de interferência de outros países ao equiparar facções a terroristas Oficiais-generais alertam que discurso de guerra às drogas dos EUA tem aumentado tensão nas Américas 13/11/2025 | 14h56 **Por Cézar Feitoza** (Folhapress) – A cúpula do Exército avalia que equiparar facções criminosas brasileiras com organizações terroristas, proposta em discussão no Congresso Nacional em meio ao debate sobre o PL Antifacção, pode criar um risco de interferências externas no Brasil. As Forças Armadas têm monitorado o tema desde que ele ganhou projeção após a gestão de Donald Trump, nos Estados Unidos, defender a classificação das facções brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. Cinco oficiais-generais ouvidos pela reportagem, sob reserva, afirmam que a equiparação pode abrir brechas para que o discurso intervencionista seja usado contra o Brasil por potências mundiais. Há uma leitura no Exército de que os EUA têm se utilizado de um discurso agressivo de combate às drogas nas Américas para justificar ações militares na vizinhança do Brasil. É o caso da Venezuela. O governo Trump tem enquadrado organizações criminosas do país como grupos terroristas pelo vínculo com o tráfico internacional de drogas, como ocorreu com a facção venezuelana Tren de Aragua. O discurso de combate ao tráfico de drogas na região é utilizado como justificativa do governo americano para posicionar porta-aviões e outros navios da Marinha em águas internacionais próximas da Venezuela. A presença militar americana na região também tem servido de pressão da gestão Trump contra o regime de Nicolás Maduro, inclusive com a tensão em torno de uma possível operação terrestre dos EUA na Venezuela. Leia » 14/11/2025 09:01
Boo Unzueta abre o jogo e explica como funciona namoro à distância com Gabi Guimarães; assista Leia » 14/11/2025 09:00